Autor: Gilson Guilherme Miguel Ângelo
Filósofo e Fundador da Filosofia GAESEMA – (o livro A Origem Sistemática do Homem e a Família – Gestão e Administração Humana)

Introdução
A filosofia GAESEMA, concebido pêlo pensador Gilson Guilherme Miguel Ângelo, ergue-se como um sistema integral para compreender a vida humana, a família, a sociedade e o Estado. Esta filosofia não se limita a uma visão económica ou política; é uma ciência do humano, que articula espiritualidade, cultura, direito, gestão e produção. O presente artigo percorre os dez capítulos centrais da obra A Origem Sistemática do Homem e a Família, sintetizando e expandindo suas ideias como contributo para a consolidação da filosofia GAESEMA enquanto matriz de pensamento africano universal.
Capítulo I – O Sistema Natural da Vida Humana
O primeiro capítulo assenta-se na compreensão do homem como parte de um ecossistema universal, governado, péla natureza e por ciclos naturais. O homem, enquanto ser racional, não vive isolado: nasce, cresce, associa-se, produz e transmite heranças materiais e espirituais. Este capítulo mostra que a vida humana não pode ser entendida fora de sua inserção na natureza e no contracto social.
A GAESEMA aqui introduz o conceito da pirâmide da GAESEMA, que parte do indivíduo e se expande até o Estado. A família surge como primeira instituição de administração humana, e dela se irradiam os valores, normas e sistemas de organização que sustentam sociedades. Assim, a vida não é apenas biológica, mas profundamente normativa, estruturada péla cultura, pêlo costume e pêlo direito positivo.
Capítulo II – Filosofia GAESEMA
A Filosofia GAESEMA não é apenas uma resposta africana; é, sobretudo, uma resposta universal e contemporânea. Embora nascida do solo africano e nutrida pélas raízes culturais, espirituais e filosóficas do continente, sua proposta transcende fronteiras geográficas e históricas.
A essência da GAESEMA é reconhecer o ser humano como elemento central de qualquer organização, seja política, económica, social ou espiritual. O que se defende não é apenas o direito do africano de reencontrar-se com sua memória, mas o direito de toda a humanidade de se reencontrar com a origem sistemática da vida e da convivência.
O autor, Gilson Guilherme Miguel Ângelo, alerta que a ideia de preservar os ancestrais não é nova. Povos africanos, ameríndios, asiáticos e até mesmo a tradição greco-romana reconheceram a importância dos antepassados como guardiões da sabedoria. O problema, entretanto, não reside na ausência dessa ideia, mas na sua distorção histórica e cultural.
A memória dos ancestrais foi frequentemente instrumentalizada por elites, autoridades tradicionais e até sistemas coloniais, que a transformaram em dogmas rígidos ou em justificativas para manter hierarquias injustas. O que deveria ser fonte de libertação e consciência tornou-se, em muitos contextos, um instrumento de controle e manipulação.
A Filosofia GAESEMA propõe, assim, uma reinterpretação profunda da ancestralidade. Não basta venerar os antepassados em rituais ou repetições de costumes: é preciso compreender, com clareza espiritual e lógica, o que eles representam.
O ancestral é memória viva da humanidade, não ídolo intocável. Ele nos recorda que somos fruto de uma continuidade, mas também que devemos avançar, reformar e melhorar o legado recebido. O respeito não significa estagnação; significa responsabilidade.
É neste ponto que surge a tensão entre duas formas de compreensão do real: a compreensão espiritual e a compreensão lógica.
- A primeira, associada às administrações tradicionais, insiste em interpretar a vida como regida por forças invisíveis, rituais e espiritualidades que organizam o destino humano. Ela mantém a convicção de que a ordem social é reflexo da ordem espiritual, e que o homem deve manter-se em harmonia com os espíritos e ancestrais.
- A segunda, que poderíamos chamar de compreensão lógica ou cósmica, observa o mundo como um sistema organizado, regido por leis naturais, científicas e universais. Nela, tudo que existe — desde a estrela até a planta, desde o animal até o homem — está sujeito a um funcionamento ordenado, com ciclos, movimentos e princípios racionais.
A GAESEMA, contudo, não nega nenhuma dessas dimensões. Pêlo contrário, procura integrá-las. Ela reconhece que a vida humana é simultaneamente espiritual e lógica, ancestral e científica, colectiva e individual. O grande desafio está em superar a luta interna que as sociedades travam ao tentar separar essas duas dimensões. O que hoje se observa, segundo o autor, é uma espécie de esquizofrenia social: de um lado, comunidades que se agarram a tradições espirituais sem questionamento crítico; de outro, elites que adoptam modelos racionais e ocidentais sem integrar a dimensão espiritual do homem. O resultado é uma sociedade dividida, incapaz de encontrar equilíbrio.
Assim, a Filosofia GAESEMA propõe um novo paradigma: a administração integral da vida humana. Nela, a espiritualidade não é negada, mas situada como dimensão interior e colectiva de identidade; a lógica não é descartada, mas vista como expressão do cosmos que se organiza em ciclos e leis universais. O homem deixa de ser refém de uma visão unilateral e passa a ser compreendido como um ser duplo e integrado: corpo e alma, razão e espírito, ancestralidade e inovação.
É precisamente essa visão que torna a Filosofia GAESEMA universal. Não é apenas para africanos ou para povos colonizados, mas para toda a humanidade que enfrenta crises de sentido, crises políticas, crises ambientais e crises espirituais. O resgate da ancestralidade, aliado ao reconhecimento das leis lógicas do cosmos, pode oferecer um caminho para o equilíbrio entre tradição e modernidade, entre fé e razão, entre identidade e universalidade.
Portanto, o Capítulo II deixa claro que a Filosofia GAESEMA é uma resposta contemporânea global, mas firmada na convicção de que não se pode esquecer os ancestrais. O problema nunca foi a lembrança deles, mas a forma como essa lembrança foi deturpada. Corrigir esta distorção significa recuperar a ancestralidade como força viva, reconciliando a espiritualidade com a lógica cósmica, para que o homem, em sua natureza plena, possa governar-se a si mesmo, à sua família, à sua sociedade e ao seu Estado em harmonia com o todo que existe.
Capítulo III – Organização Factual da Construção Normativa do Homem
Aqui se discute como o homem constrói normas, leis e sistemas de regulação da vida. A filosofia GAESEMA mostra que não existe neutralidade jurídica: todo direito nasce de fatos, costumes e interpretações humanas. A normatividade é, portanto, uma criação colectiva, factual e dinâmica.
O capítulo analisa como os escritos e interpretações jurídicas variam conforme o contexto social e histórico, e como o costume continua a ter força na África, mesmo sob constituições modernas. A organização factual é vista como síntese entre tradição e escrita, entre norma costumeira e lei positiva. Assim, o homem é simultaneamente criador e criatura do direito.
Capítulo IV – O Homem Social após o Passamento Físico (Sucessões)
A morte não encerra a presença do homem na sociedade. Este capítulo trata das sucessões, isto é, da transmissão de bens, valores e responsabilidades após o falecimento. O fenómeno sucessório é aqui interpretado não apenas em termos jurídicos, mas também culturais e espirituais.
A GAESEMA reconhece que as heranças materiais e imateriais moldam a continuidade da vida social. O homem não é dono absoluto dos seus bens: ele é gestor temporário, cuja missão é transmitir para as gerações seguintes. A sucessão revela a dimensão da família como núcleo de continuidade histórica e cultural, onde o passado, o presente e o futuro se encontram.
Capítulo V – Associação Família
A família, núcleo da sociedade, é apresentada como primeira forma de associação humana. Mais do que uma instituição privada, a família é um sistema universal de produção de valores, afectos, saberes e normas. O capítulo mostra que as fontes familiares se entrelaçam com leis universais e legislações nacionais, mas conservam também traços próprios dos povos. A família é lugar de educação, de gestão patrimonial, de transmissão cultural e de solidariedade. A filosofia GAESEMA defende que a família deve ser reconhecida como base de toda gestão humana, não apenas como objecto de políticas públicas.
Capítulo VI – A Cultura
Cultura é produção, é criação, é força que modela a sociedade. A GAESEMA afirma que a cultura não é ornamento, mas fonte real da economia e da organização social. As práticas culturais são sistemas de produção simbólica e material, determinando modos de pensar, consumir, trabalhar e organizar. Este capítulo enfatiza que, sem cultura, não há identidade; sem identidade, não há soberania. A filosofia GAESEMA propõe que os Estados africanos valorizem suas culturas originárias como pilares de desenvolvimento sustentável, evitando a mera importação de modelos estrangeiros.
Capítulo VII – Costume
O costume é visto como norma originária da vida social africana. Antes da escrita e da lei positiva, já existia o costume como regulador das relações. Este capítulo recupera o valor do costume na organização da justiça, da economia e da vida comunitária. Permuta, contractos sociais informais, formas de solidariedade e sistemas locais de resolução de conflitos são exemplos de costumes que permanecem vivos. A GAESEMA critica o apagamento colonial desses costumes e reivindica sua reintegração como parte da normatividade africana. Costume não é atraso: é sabedoria acumulada.
Capítulo VIII – Educação Académica
A educação é instrumento de libertação e de construção da autonomia. Este capítulo analisa a relação entre educação, cultura e costume, mostrando como a escola ocidental deslocou os sistemas tradicionais de saber africano. A filosofia GAESEMA propõe uma educação que una conhecimento científico e saberes locais, tradição e inovação. A leitura, a disciplina e o poder de decisão pêlo conhecimento são destacados como instrumentos de soberania. A educação não é mera transmissão de conteúdos, mas formação integral do homem e da comunidade.
Capítulo IX – Ciência da GAESE e Gestão Humana
Aqui se define a Gestão e Administração Humana como ciência das ciências, pois estuda o homem em todas as suas dimensões. A GAESEMA integra o individual e o colectivo, o privado e o público, propondo um modelo de gestão que coloca o homem no centro e as estruturas a seu serviço. Este capítulo mostra que a ciência GAESE não se limita à teoria: ela orienta práticas de gestão social, comercial, produtiva e pública. O homem não deve ser submisso às estruturas; são as estruturas que devem existir para o servir.
Capítulo X – Compreensão GAESE da Origem Sistemática da Gestão e Administração Humana e Pública
O último capítulo é uma síntese e uma projecção. Aqui se mostram as reformas necessárias para que a filosofia GAESEMA seja aplicada em benefício do homem individual, da família, da sociedade e do Estado. São apresentadas compreensões sobre sujeição objectiva e subjectiva, conhecimento científico, democracia, burocracia e gestão pública. A filosofia GAESEMA culmina numa visão integradora: o homem é sujeito da produção, da ciência e da política; o Estado é instrumento; e a sociedade é espaço de convivência e de desenvolvimento. O futuro da humanidade, segundo a GAESEMA, depende de colocar o homem e a produção no centro de toda gestão.
Conclusão
A obra de Gilson Guilherme Miguel Ângelo, interpretada péla Filosofia GAESEMA, apresenta-se como um sistema global e enraizado, capaz de responder às crises contemporâneas da África e do mundo. Os dez capítulos percorrem desde a vida natural até a administração pública, mostrando que a verdadeira ciência é a ciência do homem em relação com a família, a cultura, o costume, a educação e a gestão. O legado da GAESEMA é oferecer ao mundo um pensamento africano universal, que parte da origem sistemática do homem para alcançar uma nova ordem social, justa e sustentável.
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